terça-feira, 4 de novembro de 2008

BORBOLETAS

Na caixa de cartão alinhavam-se em silêncio misterioso,
algumas dezenas de casulos tecidos com fios puros de adolescência
que na expectativa vi abrirem-se,
soltando-se impetuosas do seu interior inúmeras borboletas.

Umas debandaram para longe numa surdez vadia,
enquanto que outras esvoaçaram docemente
rumo ao jardim multicolor das minhas intenções e sentimentos,
pousando suavemente, em abandono meigo e confiante
nas pétalas macias do meu coração.

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Almada, Portugal
Leitora compulsiva,Amiga do meu Amigo,conversadora,dou tudo por uma boa gargalhada,teimosa por vezes até à burrice,gosto de animais (tenho um gato) e admiradora incondicional da Arrábida e das Berlengas.